segunda-feira, 16 de maio de 2011

you're my cutie




   Vejo uma garota que tem a força dos Deuses e carrega consigo mil demônios. Sente em si a dor de um mundo que não tem ouvidoria pra arrumar seus problemas. E nela dói ver a conformidade que todos tem ao ver o mundo indo pra merda!
   Ela é uma pessoa que se julga fraca por sentir intensamente cada tapa que leva na cara, de uma sociedade que sempre irá cobrar o outro lado da face.
   Ela trás consigo um jeito apaixonante de uma menina com um sorriso de canto de boca e olhos com medo de serem borrados por beijos.
   As decepções lhe colocaram uma venda nos olhos, e não a deixa ver quanto o amor de próximos luta contra o mundo que insiste em lhe foder.
   Ela trás a duvida do que é, e a certeza do que não gosta! Ela trás a pureza da alma branca e a ironia de mil anos. Consigo também trás uma pessoa que vive por ela, uma pessoa a quem ela deu vida e uma razão pra estar aqui. Ela o fez acreditar que a vida, sim, pode aplicar enormes peças cômicas, trágicas e de um amor infinito... Trás junto a ela, o garoto que vê o desejo dele refletido nos olhos dela. A ama tanto que se ela se for, ele terá que ir junto, pois seu papel aqui não terá mais sentido.
   Ela trás tanta coisa e pede tão pouco em troca. Isso dói nela, e enquanto doer vou ter a certeza de que sim, ela é pura! De que ela foi contra a “evolução” dos sentimentos, por que quem ainda não se acostumou com um mundo em que sentimentos são vendidos e amor é banal, e que sente dor de morte ao ser usada em meio a toda essa “evolução”, se eleva aos meus olhos e aos olhos dos Deuses.
   Duas almas irmãs se encontraram, e talvez nunca fiquem juntas, não por culpa delas, por culpa talvez de toda essa merda que tanto fede!

Hey Jude!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sail Away Sweet Sister

 
 
Sail away sweet sister
sail across the sea
Maybe you'll find somebody
That love happens as much as my
My heart is always with you
No matter what you do
So sail away sweet sister
'cause I'll always be in love with you
 
                                                                ( Brian May)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Princesinha Parabólica



   Olhos fechados, vontade de sentar em baixo de um chuveiro e chorar até soluçar. Ter  todos os gritos e xingamentos abafados pelo travesseiro, juntamente a socos inúteis no colchão de uma cama qualquer. Nós na garganta segurando o que é seu por direito e pensamentos tão vagos quanto à resposta que insiste em dar pra tudo que está acontecendo. Uma angustia sem titulo vem lhe deixando sem saco, sem prazer, e o pior; Sem fé em que algum dia tudo possa ser diferente.
    Você usou todas as suas armas pra tentar disfarça pro mundo, que aquilo que anda te fodendo, não é maior que você. Seu sorriso de dois metros já não está sendo mais o bastante! O olhar que se levanta pra cima, pedindo ajuda, está cada vez com o foco mais vago. Os pensamentos dão lugar a sentimentos tão intensos, que a dor parece uma faca sendo empurrada contra seu corpo, pela angustia de ter sido frustrada. E o amor já é um anestésico que perdeu o efeito por  tanto ser usado.
    A gente se adapta a tudo, inclusive ao caos. Me vi feliz quando soube que você não se adaptou a porra nenhuma. Chore, grite e sinta o quanto puder! Só me mostre que quer voltar a sorrir e farei de tudo para que seus olhos, desta vez, tenham um sorriso de canto de boca.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tenho Muito a Te Agradecer.


    "Escrevo pra não magoar tanto a mim quanto as pessoas, escrevo pra sentir menos, escrevo para lembrar depois, escrevo pra desabafar. Porque quando as pessoas não se expressam, elas morrem pouco a pouco. Sou teimosa como nenhum outro ser vivo foi capaz de ser. Orgulho fora do comum. Decidida, tudo o que se começa, se termina. E por fim, defeitos e qualidades fazem parte da minha realidade, Às vezes, eu pareço com uma sinfonia sem uma canção." (Pequena Ilusão)
     Escrevo também, porque metade de mim é conto e outra metade é vida. Escrevo para que no final de cada ponto eu possa encontrar a minha fantástica realidade em viver algo que é inimaginavel. Para também transformar minha redundância em frases discretas e minhas indiretas em facas amoladas com ironias. Escrevo para transformar poemas de bolso em sorrisos de canto de boca.
     Cada dia que escrevi sobre ti aumentei meus pontos de vida e minha forma de existência, conquistei a passos largos minha maior vitória, minha realizaçao foi ao céu e meu orgulho se fez mais forte que o concreto. Você me deu o presente de mil anos, agora posso escrever, agora posso transbordar em linhas o que já nao podia mais aguentar. Agora minha canção será tocada de acordo com as letras da nossa sinfonia.
                                

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Uma conversa sobre o Amor.



Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
                                                                                                 1 Corintios 13 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


"Ela própria não entende o que se passa. Um ímpeto ou impulso a governa e domina; uma vontade, um anseio se agita, de ir adiante, aonde for, a todo custo; uma veemente e perigosa curiosidade por um mundo indescoberto flameja e lhe inflama os sentidos…
Um súbito horror e suspeita daquilo que amava, um clarão de desprezo pelo chamava “dever”, um rebelde, arbitrário, vulcânico anseio de viagem, de exílio, afastamento, esfriamento, enregelamento, sobriedade, um ódio ao amor, talvez um gesto e olhar profanador ‘para trás’, para aonde até então amava e adorava, talvez um rubor de vergonha pelo que acaba de fazer, e ao mesmo tempo uma alegria por fazê-lo, um ébrio, íntimo, alegre tremor, no qual se revela uma vitória.”

— Friedrich Nietzsche - Humano, demasiado humano.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Eu sei!


      Eu sei que você já sentou no chão e chorou de baixo do chuveiro, por medo de alguém te ver chorando. E eu sei que você já segurou o choro, e fazer isso fez doer. Aliás, todos nós já fizemos isso um dia. Sei que nesse chão, você reviu todos seus conceitos de “pra sempre”, também reviu todos seus conceitos de “correspondência” e de relação perfeita. Como eu já fiz um dia. Sentei, chorei e revi!
      Eu sei como é refletir sobre a vida antes de dormir e se certificar de que ninguém está ouvindo para começar a soluçar. Eu sei como é sofrer tão dolorosamente que às vezes você precisa fingir que vai ao banheiro, ou beber água, apenas para lavar o rosto e se recompor. Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de que não seja forte o suficiente para segurar as lágrimas quando está em público. Eu sei como é sentir aquele nó enorme na garganta, que te sufoca, até que você cede e chora. Eu sei como é sentar na cama, pegar o travesseiro e chorar tanto, mas tanto, que se surpreende com o rio que terá que esconder da sua família. Acredite, eu sei como é tudo isso.
      Ontem mesmo ao sentar de baixo da água quente, com hálito de vodka, no silêncio dos meus pensamentos conversei com Ele. Nós rimos tudo que tínhamos pra rir, choramos juntos e falamos muito sobre você. E em toda palavra via um sorriso no rosto d’Ele, isso me deixou com um conforto inatingível. Agora sei que não preciso mais soluçar e me agarrar a travesseiros tão molhados que me lembram um chuveiro, que faz correr junto com a água quente; lembranças, erros e alegrias incontestáveis.